A Europol coordenou uma operação internacional nesta semana, encerrada oficialmente em 16 de abril de 2026, que resultou no envio de avisos formais a mais de 75 mil usuários de serviços de ataques DDoS contratados. A ação, denominada Operation PowerOFF, concentrou-se na desarticulação da infraestrutura técnica que permitia a execução de ataques de negação de serviço em larga escala.
Durante a semana de ações coordenadas entre 13 e 16 de abril, autoridades de 21 países realizaram a apreensão e o fechamento de 53 domínios vinculados a plataformas de “booters”. Além do bloqueio de sites, a operação cumpriu 25 mandados de busca e efetuou quatro prisões de indivíduos identificados como administradores ou usuários de alto valor nos serviços ilegais.
As autoridades conseguiram acessar bancos de dados que continham informações sobre mais de 3 milhões de contas de usuários, permitindo que a investigação mapeasse a extensão global da rede. Os e-mails e cartas de notificação enviadas aos 75 mil usuários alertam sobre a ilegalidade das atividades e as possíveis implicações criminais do uso dessas ferramentas para sobrecarregar servidores e redes.
A operação também implementou medidas preventivas, como a remoção de mais de 100 URLs publicitárias de serviços de ataque em motores de busca e a criação de anúncios específicos para desencorajar jovens de buscarem por ferramentas de DDoS. O impacto da iniciativa é significativo, pois os serviços de “DDoS-for-hire” tornaram-se uma das formas mais acessíveis de cibercrime, permitindo que pessoas com pouco conhecimento técnico executem ataques por meio de tutoriais simples.
Países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e diversos membros da União Europeia participaram dos esforços conjuntos. A desativação da infraestrutura técnica, incluindo servidores e bases de dados, visa dificultar a reconstrução imediata dessas plataformas criminosas pelos operadores.
A Europol confirmou que a operação permanece em andamento, com foco contínuo na prevenção e no monitoramento de novas instâncias desses serviços de ataque. As ações reforçam a estratégia internacional de desmantelar a espinha dorsal técnica que sustenta o ecossistema de ataques de negação de serviço distribuído globalmente.
