A Microsoft anunciou a disponibilização de uma nova configuração de política que permite aos administradores de TI desinstalar o assistente de IA Copilot de dispositivos corporativos. A funcionalidade, implementada após o ciclo de atualizações de abril de 2026, oferece aos gestores de sistemas Windows 11 um controle mais direto sobre o software de IA em ambientes de trabalho.

A nova política, denominada RemoveMicrosoftCopilotApp, pode ser aplicada em dispositivos das edições Enterprise, Pro e EDU. Para que o software seja removido automaticamente através deste mecanismo, o dispositivo precisa cumprir critérios específicos de elegibilidade definidos pela companhia:

Critério Detalhes
Status de instalação O app deve ter sido instalado pelo sistema, não pelo usuário.
Presença de software Ambos Microsoft 365 Copilot e Copilot devem estar presentes.
Atividade O app Copilot deve estar inativo há pelo menos 28 dias.

A remoção é executada de forma única e reversível, permitindo que os usuários reinstalem o assistente posteriormente, caso desejem utilizar os recursos de IA. Administradores podem configurar essa política por meio do Microsoft Intune, SCCM ou via Editor de Diretiva de Grupo (Group Policy Editor), navegando pelo caminho: Configuração do Usuário > Modelos Administrativos > Windows AI.

A introdução deste controle responde a uma demanda antiga de administradores corporativos que buscavam formas padronizadas e suportadas oficialmente para gerenciar a presença de ferramentas de IA em suas redes. Anteriormente, o controle era limitado, forçando equipes de TI a utilizarem scripts ou métodos não oficiais para bloquear a execução do assistente. A formalização desta política simplifica a manutenção de ambientes gerenciados, permitindo que empresas otimizem a configuração de suas máquinas conforme suas políticas internas de software.

A rigidez dos critérios, especialmente a necessidade de 28 dias de inatividade, reflete uma abordagem conservadora da Microsoft quanto à remoção de componentes do ecossistema Windows. Para o gestor de TI, o recurso consolida o controle sobre o ciclo de vida do software, reduzindo a necessidade de intervenções manuais ou soluções alternativas de gerenciamento em infraestruturas complexas.