O Google anunciou nesta terça-feira (19/05), durante a conferência I/O 2026, o lançamento do Wear OS 7. A nova versão do sistema operacional para dispositivos vestíveis chega com promessas de melhorias na autonomia de bateria e uma integração profunda com a inteligência artificial Gemini.

A atualização traz ganhos de eficiência energética, permitindo que dispositivos que atualmente rodam o Wear OS 6 alcancem até 10% a mais de duração de bateria. Além do consumo otimizado, o sistema incorpora novos elementos de interface projetados para facilitar a visualização de informações rápidas, alinhando a experiência do usuário nos relógios com as diretrizes de design do Android 17.

Novidades em widgets e automação

Uma das mudanças mais significativas é a substituição dos antigos Tiles por um novo sistema de Wear Widgets. Com formatos de 2×1 e 2×2, esses widgets oferecem maior flexibilidade e dinamismo, permitindo que desenvolvedores criem componentes mais interativos que espelham a funcionalidade disponível nos smartphones. O recurso Live Updates também foi integrado, possibilitando o acompanhamento em tempo real de informações como rastreamento de entregas ou resultados esportivos diretamente na tela do relógio.

O foco em IA é reforçado pelo AppFunctions API, que permite a integração de aplicativos de terceiros com o Gemini. Com isso, os usuários poderão realizar tarefas complexas, como solicitar um pedido em aplicativos de delivery ou iniciar o monitoramento de uma atividade física através de comandos de voz, sem a necessidade de interações manuais repetitivas. A empresa confirmou que modelos selecionados, lançados ainda em 2026, contarão com suporte nativo para essas experiências de IA mais avançadas.

Controle de mídia e rastreamento

A atualização também aprimora a gestão de conteúdos multimídia. O sistema ganhou controles de auto-lançamento por aplicativo e o novo Remote Output Switcher, que simplifica a alternância entre dispositivos de saída de áudio, como fones de ouvido e caixas de som inteligentes. Além disso, uma nova ferramenta nativa de rastreamento de exercícios foi padronizada para oferecer métricas mais precisas, simplificando a integração para parceiros que utilizam o ecossistema de fitness do Google.

A implementação dessas tecnologias marca um passo importante para o Google no mercado de wearables, onde a competição por maior autonomia e inteligência proativa se tornou o principal diferencial. Com o lançamento do emulador Canary, desenvolvedores já podem testar as novas APIs, preparando o terreno para a liberação oficial aos consumidores prevista para o final deste ano.