A NASA agendou o primeiro teste supersônico da aeronave X-59 para o início de junho, e a Federal Aviation Administration (FAA) suspendeu nesta quarta-feira (27/05) os lançamentos do foguete Starship, da SpaceX. O avanço da aeronave representa uma transição técnica para a volta de voos de alta velocidade, ao passo que a restrição imposta ao foguete exige revisões na agenda para o desenvolvimento de missões lunares no futuro imediato.

Cronograma da aeronave X-59

Desenvolvido através de uma parceria com a Lockheed Martin, o X-59 integra a missão Quesst. O projeto objetiva viabilizar o deslocamento de veículos em velocidades superiores à do som sem produzir estrondo sonoro agudo na superfície. Aviões supersônicos emitem ondas de choque quando rompem a barreira sonora. O problema motivou autoridades a proibirem operações do tipo sobre áreas urbanas ainda em 1973. O modelo experimental atual evita as ondas intensas usando um nariz de formato alongado e posicionando as peças de motorização no topo do aparelho.

Após a decolagem inicial no ano passado, o veículo cumpriu baterias de voos focadas estritamente em análises de aerodinâmica em taxas de locomoção menores. A programação revelada estipula metas sequenciais para os ensaios de campo do mês de junho:

  • A fase inicial fará o avião cruzar o céu a 1.013 km/h operando em uma cota de 43 mil pés.
  • O segundo momento medirá as reações dos componentes sob parâmetros de trabalho de missão, empurrando a marca para Mach 1.4, ou 1.488 km/h, aos 55 mil pés.
  • A extração dos últimos relatórios avaliará o controle de sistema fixando o índice em Mach 1.6, correspondente a 1.960 km/h, alcançando rigorosamente o teto da missão de 60 mil pés.

Os executivos relataram que a capacidade acústica atenuada não ficará evidente neste momento de avaliação. Durante as aproximações da barreira do som, um avião de caça atuará como escolta constante para viabilizar a obtenção de telemetria em tempo real. O ruído próprio dessa aeronave mascarará as emissões restritas do X-59 no espaço aéreo primário. Posteriormente, os registros coletados servirão para compor normas regulamentadoras atualizadas em agências globais.

Investigação sobre o veículo Starship

No setor aeroespacial privado, a FAA classificou como incidente o desempenho de descida do propulsor Super Heavy. O evento ocorreu ao longo do voo do foguete Starship V3, efetuado a partir do estado do Texas. A estrutura vertical, medindo cerca de 124 metros desde a base, cumpriu a ignição de subida sem relatar conflitos sistêmicos, realizando a etapa de desmembramento sem quebras mecânicas indesejadas.

Durante a fase final em direção à superfície, os motores falharam antes do instante de acionamento do pouso controlado. A interrupção de empuxo e ausência de controle resultaram no impacto desassistido das peças nas águas do Golfo do México. A organização confirmou que não ocorreram acidentes envolvendo terceiros e a área marinha seguiu preservada. Ainda assim, ordenou o bloqueio de voos para todas as unidades na linha de produção até um laudo de segurança ser emitido.

Apesar do entrave de propulsão, o módulo superior cumpriu metas de órbita de modo funcional. A espaçonave efetuou a circunferência do planeta e completou a ejeção planejada de 20 satélites simuladores no vácuo livre. Todo o planejamento encerrou de modo alinhado aos modelos, promovendo o teste acompanhado de reentrada nas águas do Oceano Índico.

A remoção dessa restrição legal ditará a viabilidade de tempo do programa Artemis. A NASA confia em contratos firmados e na capacidade produtiva da SpaceX para concluir as intenções de transportar trabalhadores terrestres para o polo lunar até o ano de 2028. Essa validação logística estabelece o requisito final para as preparações de infraestrutura rumo ao planeta Marte nas missões subsequentes.